O ex-atacante da seleção alemã e do Bayern de Munique, Thomas Müller, reagiu com nostalgia à postagem do clube bávaro em homenagem ao aniversário da icônica vitória da Alemanha por 7 a 1 sobre o Brasil na semifinal da Copa do Mundo de 2014. A partida, realizada no Estádio Mineirão em Belo Horizonte, permanece até hoje como uma das mais impressionantes e chocantes da história do futebol mundial.




“Como o tempo voa”, escreveu Müller ao compartilhar uma foto em que aparece comemorando um dos gols daquela noite inesquecível. Ele foi autor do primeiro gol da partida, dando início à avalanche alemã que viria nos minutos seguintes. Em apenas 29 minutos de jogo, a Alemanha já vencia por 5 a 0, silenciando o país anfitrião e atordoando o mundo do futebol.

Aquela Copa do Mundo, vencida pela Alemanha após bater a Argentina na final com um gol de Mario Götze na prorrogação, foi o único título mundial da geração de Thomas Müller. Ainda assim, o atacante construiu uma trajetória impressionante com a camisa da seleção. Ao longo de sua carreira internacional, disputou 131 partidas, marcou 45 gols e deu 41 assistências, sendo peça-chave em vários torneios entre 2010 e 2024.

O último jogo de Müller pela Alemanha foi em 5 de julho de 2024, exatamente 10 anos depois do 7 a 1. Naquela ocasião, a equipe alemã acabou sendo eliminada nas quartas de final da Eurocopa após uma derrota na prorrogação para a Espanha. A coincidência das datas deu um tom ainda mais melancólico ao possível fim de sua história com a Mannschaft.

Hoje, aos 34 anos, Thomas Müller já não veste mais a camisa da seleção, mas segue como uma lenda viva do futebol alemão. Sua carreira é marcada não apenas por títulos e números expressivos, mas também por seu estilo único em campo — sempre inteligente, imprevisível e com um faro de gol apurado. Seu legado permanece intacto tanto na seleção quanto no Bayern de Munique, onde também empilhou troféus e quebrou recordes ao longo de quase duas décadas.

A lembrança do 7 a 1 segue viva na memória dos torcedores alemães como um dos maiores triunfos de sua história — e na dos brasileiros, como uma das maiores feridas do futebol. Para Müller, é uma marca de glória que continua repercutindo uma década depois.